presença antiga do homem nesta região é atestada por monumentos megalíticos (
dólmens) e túmulos da
idade do bronze e por campos de urnas funerárias da
idade do ferro. Na época da ocupação
romana, que se mantém até ao
século IV, a região dos Países Baixos era povoada por tribos célticas e germânicas. Os Saxões estabelecem-se a leste dos futuros Países Baixos e os Francos ocupam os territórios meridionais. A cristianização só se completa no final do
século VIII, com a submissão destes povos a
Carlos Magno. A administração carolíngia permite o desenvolvimento da atividade económica, enquanto nasce uma indústria têxtil.
Mapa das
Dezessete Províncias (
1477).
No reinado de
Carlos V, Sacro Imperador Romano e rei da
Espanha, a região era parte das
Dezessete Províncias dos Países Baixos, abrangendo a maior parte do que hoje é a
Bélgica. À proclamação da independência (
União de Utrecht,
1579; abjuração da soberania espanhola,
1581), no reinado de
Filipe II, seguiu-se a
guerra de independência. A assinatura, sob
Filipe IV, do
Tratado de Münster pôs fim à
Guerra dos Oitenta Anos. O império espanhol reconheceu a República Holandesa dos Países Baixos Unidos, governados pela casa de Orange-Nassau e os Estados Generais, que anteriormente foram uma província do império espanhol. Os Países Baixos tornaram-se assim a primeira nação européia a assumir uma forma de governo republicana.
Ainda que o novo Estado exercesse autonomia apenas sobre as províncias do norte, a
República das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos desenvolveu-se e tornou-se uma das mais importantes potências navais e econômicas do
século XVII. Neste período, conhecido como o
Século de Ouro, os Países Baixos estenderam suas redes comerciais por todo o planeta, estabelecendo
colônias em lugares tão distantes quanto
Java e o nordeste brasileiro (
Brasil neerlandês).
Roterdã após os ataques aéreos
alemães em
1940.
Eclipsada pela ascensão
britânica durante o
século XVIII, a região foi mais tarde incorporada ao império
francês sob
Napoleão Bonaparte. Após o
Congresso de Viena (
1815), o
Reino Unido dos Países Baixos foi criado, incluindo os atuais
Bélgica e
Luxemburgo. A Bélgica conseguiu sua independência em
1830; o Luxemburgo, que seguia regras sucessórias distintas, seguiu seu próprio caminho após a morte do rei
Guilherme III. Já no
século XIX, os Países Baixos industrializaram-se mais lentamente do que os países vizinhos.
Embora tenham se mantido neutros durante a
I Guerra Mundial, os Países Baixos foram fortemente envolvidos na guerra.
[9] Alfred von Schlieffen tinha originalmente planejado invadir os Países Baixos, enquanto avançava pela França, no
Plano Schlieffen original. Isso foi alterado por Helmuth von Moltke, o Jovem, a fim de manter a neutralidade neerlandesa. Mais tarde, durante a guerra, a neutralidade neerlandesa provou ser essencial para a sobrevivência alemã, até o bloqueio integrado pelos Estados Unidos e Grã-Bretanha em 1916, quando a importação de mercadorias através dos Países Baixos já não era possível. No entanto, os neerlandeses foram capazes de manterem-se neutros durante a guerra usando a sua diplomacia e sua capacidade de negociar.
[9]Já na
Segunda Guerra Mundial o país foi ocupado pela
Alemanha Nazi em maio de
1940, sendo libertado somente em
1945. No pós-guerra, a economia reergueu-se, e o país ingressou em organizações como o
Benelux, a
Comunidade Económica Europeia e a
Organização do Tratado do Atlântico Norte.
Sediando, em
Maastricht, a assinatura do
Tratado da União Européia, o país foi um de seus membros fundadores, e aderiu ao
euro em
1999, com a moeda em circulação a partir de
2002.